19 coisas que aprendi em 2019

1
Quase morrer é um pouco nascer de novo.

2
A injustiça e as más intenções estão por toda a parte. Muitas delas nos atingem quando a gente mais precisa de uma mão.

3
Aliás, não dá para esperar nobreza de gente egoísta, empatia de gente prepotente ou reconhecimento sincero de gente vaidosa acuada pela própria falta de resultados.

4
Líderes que só enxergam o próprio umbigo melhor nem comentar. Um comandante seguro, justo e solidário, ao contrário, transforma simples colaboradores em aliados para toda e qualquer temporada.

5
Abraços sinceros e camaradagem [viva!] surgem quando a gente menos imagina.

6
Ajudas que a gente acha que nunca vão faltar, ao contrário, podem nos deixar à deriva.

7
O tempo recoloca o trem da vida nos trilhos.

8
O que nos define não são as quedas, mas a forma como nos levantamos depois de cair.

9
As esperas sempre parecem mais bonitas na literatura.

10
Amar é resistência, o afeto é revolucionário.

11
A ativista de pele preta e punhos cerrados está certa, muito certa, certíssima: “Podemos errar, e tudo bem, mais importante é organizar a nossa esperança”.

12
De alento em alento, de um modo mais ou menos convencional, diante de filmes algo esperançosos, nas notícias que vêm de longe ou no encontro com velhos camaradas, seguimos tentando acreditar na lealdade, na pureza e na graça das coisas.

13
Porque, ao olhar para fora e para o lado, olhamos também para dentro.

14
Gatos são demais.

15
As sutilezas e o que há de material na existência conversam entre si mais do que a gente imagina.

16
É verdade este bilhete: no fundo do poço tem uma mola.

17
Gente do bem não finge afeição, não estimula a desavença, não alimenta a discórdia nem solta da mão da gente.

[Gente do bem – vocês sabem – mora de pantufas no coração da gente].

18
Fé no movimento e pé na tábua.

19
Pois aquele poeta russo sabia das coisas: “Nesta vida morrer não é difícil. O difícil é a vida e seu ofício”.