a era da delicadeza

A boa ideia veio de um candidato a deputado federal em São Paulo:
Que a era pós-Lula seja a Era da Delicadeza.

(Espero que não seja plataforma apenas pro ano da eleição nem discurso bonito só pra ganhar votos…).

“Precisamos da delicadeza em todas as áreas, e na política não é diferente”, ele escreve, defendendo que homens e mulheres que se dispõem a entrar na vida pública tenham, antes de tudo, sensibilidade de compreender as transformações do mundo.

Porque o mundo, é verdade, anda mudando depressa, abrindo espaços aos que pensam um pouco menos na posse e um pouco mais no sentido das coisas, um pouco menos no acúmulo e um pouco mais na permanência, um pouco menos no exagero e um pouco mais no equilíbrio. A política ainda segue, quase sempre, no caminho oposto, do apego e da corrupção, dos princípios bambos ou sua total ausência, dos discursos vazios ou sua completa falsidade, num ambiente feito de muito menos boas intenções do que precisava haver.

Ali, como aqui e no resto, em Vitória ou em Brasília, em Genebra ou na China, nas praças de Jardim da Penha ou nas esquinas de 31 de Março, um pouco de delicadeza certamente não faria mal.