o que aprendi ao ler aquele livro

Que muitas vezes a contradição é o caminho mais claro para a verdade.

Que, frequentemente, é preciso lembrar da alegria embutida no ato de dançar.

Que, nos casos de amor verdadeiro, a regra é clara: a cada um [ou dois] cabe encontrar o jeito mais acertado de escrever a sua história, a despeito do que os outros vivem, pensam ou dizem.

Que há um bocado de beleza em ser leal ao mesmo tempo em que se é livre, apesar de toda a dificuldade de se ser leal e livre ao mesmo tempo.

Que a música cura [disto eu já sabia], mesmo que para certos músicos não seja permitido curar a si mesmos.

Que um novo cenário traz novos ruídos, exatamente como disse Rimbaud.

Que o sujeito que contou seu segredo na página cento e nove tinha toda razão, e era um segredo bem simples:

“Se você bater no muro, não pare”.