o meio de todas as coisas

Li estes dias que os astecas sentiam chegar o meio da vida, o exato momento em que o tempo que haviam vivido era exatamente igual ao tempo que ainda restava viver. Ali, no dia em que passariam a experimentar a segunda e última metade da vida, os astecas sentiam uma súbita vontade de tomar um trem para algum lugar. Mas, como os trens ainda não tinham sido inventados, eles acabavam por entristecer. Daí, segundo o texto que li estes dias, vinha a tristeza dos astecas: uma vontade de algo que ainda não se tinha inventado. E então, entre o meio e o fim, havia todo o resto.

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