silêncios

Silêncios impostos são maus: confundem as maiores compreensões, balançam as melhores intenções, arranham os afetos mais bonitos, como fazem as imposições de qualquer tipo, modelo, ano e gênero. Silêncios impostos são terríveis. Silêncios consentidos são o contrário: bons como um dia de sol, bons como chocolate com frutas vermelhas, bons como aquele Chet Baker em Montmartre 1979 volume um, o trompete soprando o sentimento todo do mundo em sete notas, e mais nada. Silêncios consentidos são ótimos.

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