dia de feira

Nos últimos (muitos) anos, sábado com a manhã de folga quase sempre é sábado de feira, comer pastel com Coca Cola, comprar planta, levar tempero pra casa, esperar a papa de milho gelar, fugir do cheiro de peixe, cenoura, terra, cana, chinelo, queijo, salsa (eca), calcinha, vassoura, farinha, polvilho, açúcar, vermelho, amarelo, laranja, morango e, em tempos como estes, receber por polidez (embora zero de interesse) os panfletos dos trocentos candidatos que decidiram frequentar a feira como se fossem fregueses desde criancinha. (Pra mim, é cada vez mais difícil de acreditar). Ali, diante do sol e apesar dos pesares, tenho a sensação boa de que certos rituais ajudam a vida a ser mais leve.