cold souls (ou o homem que alugou sua alma)

Aí que o Paul Giamatti (Sideways, cheers) interpreta ele mesmo em Cold Souls, um ator em crise existencial que decide contratar uma inovadora empresa que extrai a alma dos agoniados. Sua alma é, literalmente, um grão de bico, repleta de lembranças, medos e afetos, como deve ser a minha, a sua, a de todo mundo. Para substituí-la, porque julga não ser possível atuar sem alma, ele aluga a de um poeta russo – mais intenso, mais alucinado e mais baratinado com as pressões do mundo e o vazio da vida ainda.

De cara, lembra o Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, filme dos ex-enamorados que decidem se tirar um da memória do outro porque o amor que tinham, apesar de todas as diferenças do mundo (ele tímido, contido e aborrecido; ela impetuosa e cheia de intensidades), virou descontrole, não serve mais. Depois, lembra Quero Ser John Malkovich, a fantástica aventura de enxergar o mundo pelos olhos alheios – lá pelas tantas, a alma de grão de bico de Giamatti vai parar na Rússia, no corpo de uma atriz de talento duvidoso e cérebro idem.

Assim, com um pouco de cada um e outro tanto de si mesmo, Cold Souls mistura humor negro, metafísica, dilema e vazio existencial para tratar um pouco da velha – e longuíssima (alguém tem pistas?) – procura pela compreensão da alma humana.

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